Filosofia de trabalho

A filosofia de trabalho do Atelier Musical Enny Parejo inspira-se em uma concepção integradora entre o processo educacional, o ser humano e o meio ambiente no qual estão inseridos. Apóia-se numa visão do todo – sistêmica – opondo-se a toda forma de fragmentação nos processos de ensino/aprendizagem e de formação do ser humano.

A fim de tornar realidade a concepção educacional acima apresentada, novos paradigmas tornam-se necessários – compreendendo-se o paradigma como o conjunto de idéias e valores que regem qualquer uma de nossas ações. Procedimentos didáticos novos e uma nova metodologia, capaz de traduzir princípios filosóficos em prática inovadora de sala de aula se fazem também necessários.
Esta metodologia vem sendo cuidadosamente forjada, ao longo dos últimos vinte anos, por Enny Parejo sua entusiasta idealizadora.
Trata-se de ISM – INICIAÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO MUSICAL.

ISM foi concebida aos poucos, na vivência prática e partindo de uma percepção básica: na educação musical básica e na formação de professores de música faltava o contato efetivo, orgânico e sensível com a música.

Afinal, qual tem sido a tônica da formação musical em nosso país?
Alguns fatos, certamente, vividos por qualquer pessoa que tenha freqüentado um conservatório podem dar a resposta: estávamos a serviço da técnica instrumental, o problema da expressão musical não chegava a nos inquietar, nem a nossos professores; não havia aparelho de som nas salas de aula, o solfejo que se aprendia era na verdade a pura leitura rítmica com nome de notas, não era permitido tocar de ouvido, era proibido tocar música popular.
Síntese: era proibido fazer música!!

Estudar música sem fazer música, essa idéia se instalou fundo em nossas mentalidades. Devotamos nossos talentos e vontades à leitura de partituras e a tornar-nos exímios na técnica. As “bolinhas musicais” escritas no papel davam a todos a segurança de que a música estava sendo feita. Ao dizermos estudo música, ouvíamos de volta a pergunta: que instrumento?

Estas práticas retrógradas têm nome: tradicionalismo. Nelas, o indivíduo se subordina passivamente à música e à sua técnica, ser humano e música se divorciam, técnica e criatividade não se encontram. A isto podemos chamar ensino tradicional tecnicista e mecanicista, no qual o fazer musical permanece em segundo plano.

A proposta de ISM chega para devolver à música seu caráter de arte sensorial e criativa, uma arte estritamente dependente de “ser tocado” por vibração sonora.
A música começa antes do papel e antes de qualquer categoria que possamos formular a respeito dela, é necessário sentir música, antes de mais nada. O tipo de formação musical que recebemos nos afastou dessa possibilidade que agora devemos resgatar.

O caráter sensorial da proposta aponta para um pressuposto filosófico essencial: o aluno será concebido como um todo, um ser integral, do fisiológico ao comportamental, do individual ao coletivo e ao social.

Não nos interessará somente uma formação técnica intelectualizada, mas sim, conhecer o ser humano que existe em cada pessoa, o ser criativo que repousa no interior de cada um, com suas emoções, sentimentos e criatividade.

Não nos interessará somente o passado, saberemos lançar-nos ao futuro. A música nos oferece a tradição e nos instiga à descoberta, não há limites para uma mente curiosa.

Lancemo-nos à aventura de fazer música!!!

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